quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Aquém e Além do Símbolo - Convento de Cristo - Tomar

Nº9 - S/Título - Ferro pintado com resina - 235x91x99- 2006
Nº5- S/Título - Inox - 230x66x66 - 2007


Nº 11- S/Título - Ferro pintado - 230x60x60 - 2006 . ( Integrada em "Na procura do círculo olhando a espiral).






O símbolo é uma forma poderosa de comunicação , uma forma de linguagem transversal a todas as culturas. Segundo Carl Yung, os símbolos nascem do inconsciente, da sombra, assumem um poder interior do qual estamos conscientes e ultrapassam a própria palavra oral ou escrita. O simbolismo aparece também na arte. Expressa-se nos arquétipos, imaginários ancestrais ou mensagens manifestas ou ocultas. O artista faz uso do simbólico para expressar sentimentos, emoções e preocupações do seu tempo, na procura do auto-conhecimento, do rasto, da luz, da imortalidade desejada, na transcendência. A obra de arte tem a capacidade de acordar e surpreender o nosso imaginário, a forma significante, aquém e além do símbolo.( Extraído do Catálogo ).
Júlio Pêgo




Para quem gosta de escultura, poderá visitar a Exposição "Aquém e Além do Símbolo", no Convento de Cristo, em Tomar. A exposição foi inaugurada em 28 de Setembro de 2007, integrada no programa nacional das Jornadas Europeias do Património. Estará patente ao público ate 28 de Dezembro 2007, no horário de visita ao Convento de cristo. A mostra é constituída pos 11 esculturas em ferro e inox. Habitam o espaço ao ar livre, no Claustro da Micha, da ala norte. Texto e Catálogo na portaria norte do monumento.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Arco Madrid 2007- Escultura em Madeira

A Feira Internacional de Arte Contemporânea, ARCO, é sempre uma festa, em Madrid. Mostraram-se obras de arte de muitos países, havendo um convívio próximo entre Público, artistas e colecionadores. O predomínio pertenceu à pintura mas, a escultura esteve bem representada neste Arco 2007. A madeira, material orgânico por excelência, marcou presença.
A figura humana ganha força e assume notável suporte dialéctico.
Júlio Pêgo

Escultura em pedra-Convento Cristo Tomar


Esta escultura está ao lado da célebre Janela Manuelina do Convento de Cristo. Parece ser um exemplo de arte ornamental ,evocando um Cavaleiro da Ordem de Cristo, bem patente pela cruz inscrita no escudo.
Aqui, a escultura estatuária veicula a ostentação do poder da Ordem.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Sem Título- Escultura em Ferro-70x50x45 (Júlio Pêgo)


A escultura , como expressão de arte, tem sido objecto de culto ao longo da história humana. Desde a representação da fertilidade, através da figura de mulher, até aos nossos dias tem tido um longo caminho, estilizações, metamorfoses, materialização simbólica e abstracções.
O homem, na busca do perpéctuo, tem utilizado os mais diversos materiais: pedra,mármore, ouro,terracota, bronze, madeira, ferro, passando pelos mais recentes materiais de poliesteres. Julio Gonzalez, nos primórdios do sec. XX, deu grande relevo à escultura em ferro.David Smith, nos E.U.A. legou-nos peças monumentais.
As velhas dicotomias de forma e conteúdo, espírito e matéria, estão ultrapassadas pela investigação moderna. A forma, como construção do espaço e matéria, apresenta-se e manifesta-se em equilíbrios das massas, tons, relevos, volumes, espessura, uniões, captação de luz, sombras, movimento, contorno, jogo de vazios, no primado de que tudo é forma. A obra de arte só existe enquanto forma, sendo ela a própria arte. É por isso que a obra fala por si, dispensando títulos. A forma tem um sentido próprio, intrínseco: possui, em si, um conteúdo formal . A vida da forma corporiza-se na matéria ,através do grande instrumento que é a mão, utizando outros mais instrumentos.
A escultura, pela sua natureza tridimensional, tem um volume interno e uma massa exterior. Contudo, a forma nem sempre se superioriza à massa passiva. Esta, pelas suas características, "pode impor à forma a sua própria forma ", segundo Henri Focillon.
Júlio Pêgo