sexta-feira, 20 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Escultura em Porto Santo/Contrastes de qualidade
Estive ontem em Vila Baleira, no centro da ilha de Porto Santo. No espaço público do jardim estão expostas duas peças de escultura: a da esquerda abaixo, homenagem a Cristóvão Colombo, datada em 1982, com assinatura ilegível ( Ricardo Jorge ?) e a da direita acima, de M.Aranha, Fundição Lage , ambas em bronze. É sempre agradável ver escultura pública, habitando os nossos jardins. Mas, o que constatamos por este Portugal dentro, para além dos estáticos "bombeiros", é a persistência da má qualidade escultórica, como é evidente na estátua de M.Aranha. Valha-nos o contraste com o retrato de Colombo, bem mais solto e dinâmico, já de melhor qualidade. Pode ser que estes dois exemplos sirvam de pedagogia e nos ensinem a ver a Arte e a "sua tentativa", por mais moderna que pareçam os pés descalços ...
Já agora uma breve nota: para quando o destaque do nome do autor,título, técnica e ano ?
domingo, 28 de dezembro de 2008
PEDRO PIRES . Escultura em Ferro. Lisboa Arte
domingo, 11 de maio de 2008
Casal do Lago- Escultura habitada- Inox/2006
A escultura habita e gosta de espaços, gosta de praças, avenidas, ruas, rotundas... na procura de diálogo com as pessoas. Mas é nos jardins, junto das árvores e flores que gosta mais, à chuva, ao vento, de pé firme, ora homenageando celebridades, ora misturando-se com a própria natureza. Foge dos museus e é muitas vezes claustrofóbica. Por vezes quando emerge da água, sente-se feliz. Parece ser este o caso: um pequeno largo povoado de peixes, rãs, cágados e plantas fabricantes de oxigénio são os seus amigos.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
Do quadrado ao círculo
A escultura sempre me fascinou, pela presença física, pelo olhar múltiplo na metamorfose matérica do espiritual. Amassar o barro ou malhar o ferro na procura do círculo é quase um dom dos deuses. Entre a mão e o cérebro há um imenso rio de alegria, qual brinquedo sonhado de criança ansiosa por se tornar adulta, na direcção da foz , do mar cósmico, da quadratura do círculo.
Júlio Pêgo
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Aquém e Além do Símbolo - Convento de Cristo - Tomar
Nº9 - S/Título - Ferro pintado com resina - 235x91x99- 2006
Nº5- S/Título - Inox - 230x66x66 - 2007 
Nº 11- S/Título - Ferro pintado - 230x60x60 - 2006 . ( Integrada em "Na procura do círculo olhando a espiral).

O símbolo é uma forma poderosa de comunicação , uma forma de linguagem transversal a todas as culturas. Segundo Carl Yung, os símbolos nascem do inconsciente, da sombra, assumem um poder interior do qual estamos conscientes e ultrapassam a própria palavra oral ou escrita. O simbolismo aparece também na arte. Expressa-se nos arquétipos, imaginários ancestrais ou mensagens manifestas ou ocultas. O artista faz uso do simbólico para expressar sentimentos, emoções e preocupações do seu tempo, na procura do auto-conhecimento, do rasto, da luz, da imortalidade desejada, na transcendência. A obra de arte tem a capacidade de acordar e surpreender o nosso imaginário, a forma significante, aquém e além do símbolo.( Extraído do Catálogo ).
Júlio Pêgo
Para quem gosta de escultura, poderá visitar a Exposição "Aquém e Além do Símbolo", no Convento de Cristo, em Tomar. A exposição foi inaugurada em 28 de Setembro de 2007, integrada no programa nacional das Jornadas Europeias do Património. Estará patente ao público ate 28 de Dezembro 2007, no horário de visita ao Convento de cristo. A mostra é constituída pos 11 esculturas em ferro e inox. Habitam o espaço ao ar livre, no Claustro da Micha, da ala norte. Texto e Catálogo na portaria norte do monumento.
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